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março 17, 2005

O regresso do Mad Chester

Eram felizes Segundas-Feiras aquelas em que o Mad Chester reunia o pessoal amigo para grandes raves na sua cave. Em todas elas, sem excepção, era vê-lo a tomar os seus compromidozinhos, a curtir a tripe (que durava sempre, precisamente, cinquenta e três segundos e treze centésimos) e a acabar invariavelmente cheio de dores de barriga. Nesse espaço de tempo, fixava o olhar durante breves segundos (estes segundos nunca os contámos) nas suas carpetes inspiradoras (assim as denominava), e depois de uma mancha enublar-lhe passageiramente os olhos, fazia as coisas mais estranhas. Lembro-me, por exemplo, uma vez em que a mulher da sua vida, num desses momentos, teve a infeliz ideia de lhe oferecer um par de rosas. Ele, antes de fugir a oito pés (na altura andava de muletas devido a uma perna partida), olhou para ela com ar esgazeado e acusou-a de lhe estar a oferecer rosas petrificadas o que só significava que o seu amor por ele também o era. Ele mais tarde tentou, mas ela nunca o perdoou (a mulher da sua vida nunca mais fez parte dela). As dores de barriga eram o culminar das suas tripes, e aí era ouvi-lo a dar gritos primários de dôr. O que vale é que passámos a pôr a música num volume tão alto, que assim já não nos incomodava e passámos a não ligar muito ao homem estendido nas carpetes inspiradoras agarrado à barriga. Agora ele voltou e está decidido a estabelecer uma nova ordem no estado de coisas que por aqui anda. Espero é que ele não me torne tudo ainda mais caótico. Mad Chester, ganda maluco!

Publicado por Flash às março 17, 2005 11:21 PM