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setembro 12, 2004
Música Portuguesa, concerteza
Foi com música portuguesa que passei o serão da noite passada. Desloquei-me ao anfiteatro Keil do Amaral em Monsanto-Lisboa para assistir a um duplo concerto, duplamente português. Toranja e Da Weasel (Doninha in da House!!!) foram os protagonistas. Confesso desde já que nunca fui grande admirador da já referida música portuguesa. Sempre me pareceu que os nossos ficavam a anos luz do que se fazia lá fora. Faltava-lhes qualquer coisa, que eu não sabia precisar, mas que eu sabia que existia (ou não existia). No entanto, a minha opinião tem vindo a mudar progressivamente e, acho que, neste momento há muito boa música portuguesa (não me refiro naturalmente à chamada música pimba). Podemos não apreciar muito algumas bandas musicalmente, mas sabemos que todas,ou pelo menos grande parte delas têm projectos bastante válidos. E as pessoas estão cada vez mais nessa onda. O anfiteatro estava repleto de pessoal. O palco Quinta dos Portuguesess no Festival Super Bock Super Rock (passe a publicidade, uma excelente cerveja) deste ano levou milhares ao rubro. Guardo na memória principalmente as actuações de Clã e Toranja que foram completamente bajulados pelo público. No festival Sudoeste e no palco com o mesmo nome, as bandas portuguesas também tiveram actuações com bastante público, para não falar das actuações no palco principal de Rodrigo Leão, Clã e Da Weasel (Estes últimos, embora com qualidade, não podem, na minha modesta opinião ser os escolhidos como segunda banda de um sábado que é o dia mais importante deste festival. Mas são opiniões). E o povo sempre com eles, a apoiá-los, a todos, incondicionalmente. Foi um serão bem passado, embora as actuações ao vivo não tenham vindo a acrescentar muito ao que já lhes tinha visto fazer. Deixo no entanto alguns reparos. No concerto de Da Weasel, nunca consegui vislumbrar a bolinha vermelha no canto superior direito do palco, e a organização nem sequer se preocupou em pôr sinais sonoros (os chamados pis) de cada vez que eles diziam uma asneira, imperdoável. O público exagerou no acender de isqueiros durante os concertos, já que estamos habituados a ver isso apenas em músicas calminhas, mas neste caso era a todo o momento e de uma forma diferente, ou seja, acendiam o isqueiro e colocavam-no à altura da cintura, pondo ao mesmo tempo a outra mão por baixo dele. Achei estranho, mas deve ser nova moda. Havia um cheiro muito estranho no ar, que não cheguei a perceber de onde era originário. A existência de very lights, e em grande quantidade, também me incomodou. Ouvi bastantes pessoas dizer que tinham, o que ao principio me pareceu berlights, mas cheguei à conclusão que o que eles diziam mesmo era bery lights, o que me leva de outra forma a concluir que havia lá bastante gente do Norte do país. No entanto todos mostraram ser pessoas conscientes e nada foi lançado durante as actuações. E pronto. Que a música Portuguesa continue em grande e cada vez mais se bem. Pessoalmente, ando agora com os albuns de Gomo e Mercado Negro (Rastafari man!!!) nas minhas playlists.
Publicado por Flash às setembro 12, 2004 10:54 PM